O que é a Marsha Trans Brasil?
A Marsha Trans Brasil é um evento importante que representa a luta e a visibilidade das pessoas trans e travestis no Brasil. A terceira edição desta mobilização acontecerá em Brasília (DF), no próximo domingo (25), começando às 13h, em frente ao Congresso Nacional. O tema deste ano é “Brasil Soberano é país sem Transfobia”, enfatizando a necessidade de direitos, dignidade e maior visibilidade para a comunidade trans.
A Importância da Visibilidade Trans
A visibilidade das pessoas trans é crucial, pois ajuda a combater a discriminação e o preconceito. Eventos como a Marsha não somente celebram a vida e a diversidade, mas também criam um espaço para discussão sobre a luta por direitos e proteção para aqueles que estão muitas vezes marginalizados. Essas iniciativas contribuem para conscientizar a sociedade em geral sobre os desafios enfrentados por essa população.
Programa de Ações e Debates
O evento de 2026 vai além de apenas uma marcha. A programação se estende de 24 a 27 de janeiro e inclui uma variedade de atividades, como:

- Shows e festas
- Seminários e painéis de discussão
- Fóruns sobre políticas públicas e direitos
- Debates institucionais
Essas atividades visam promover um diálogo mais amplo sobre questões relevantes para a comunidade trans e travesti.
Temas Centrais da Mobilização
Entre as pautas discutidas nesta edição da Marsha Trans, destacam-se os seguintes temas:
- Proteção a crianças trans
- Pela aprovação de cotas para pessoas trans em concursos públicos
- Emprego digno e reconhecimento das vidas trans
- Garantia de direitos básicos como acesso a banheiros
- Visibilidade e representação da população trans
Cada uma dessas questões é fundamental para garantir uma vida digna e segura para as pessoas trans no Brasil.
Ações de Saúde e Direitos
Notadamente, a luta pela saúde da população trans é uma prioridade nesta mobilização. O ANDES-SN tem defendido a implementação de políticas públicas de saúde adequadas e inclusivas. Um ponto importante nesta discussão é o Programa de Atenção Especializada à Saúde da População Trans (Paes Pop Trans), que visa proporcionar cuidados abrangentes durante todo o ciclo de vida das pessoas trans.
Cotas para Pessoas Trans
A questão das cotas para pessoas trans em concursos públicos é uma das reivindicações centrais do movimento. A 2ª vice-presidenta do ANDES-SN, Letícia Carolina Nascimento, enfatiza a necessidade de incluir as pessoas trans nas políticas de cotas, tal como foi solicitado durante a reformulação da legislação que prevê cotas raciais. A aprovação dessas cotas é essencial para garantir igualdade de oportunidades no serviço público e na educação superior.
A História da Marsha Trans
A Marsha Trans Brasil é também uma homenagem à icônica ativista Marsha P. Johnson, uma figura central na luta pelos direitos LGBTI+ e na Revolta de Stonewall. Essa homenagem é um lembrete do legado de luta que precisa ser continuado e expandido, destacando a importância do ativismo trans e a resiliência do movimento.
O Papel do ANDES-SN
O ANDES-SN tem desempenhado um papel significativo na organização da Marsha Trans Brasil. O sindicato não apenas apoia a mobilização, mas também se envolve diretamente nas discussões sobre direitos educacionais e de saúde para a população trans. A presença do ANDES-SN no evento demonstra seu compromisso com a luta pelos direitos humanos e a inclusão de todas as identidades de gênero.
Atividades Programadas para a Marsha
A programação da Marsha Trans Brasil será diversificada e repleta de atividades. Alguns destaques incluem:
- 24/01 – Jornada Ibrat 2026, com várias atividades de integração e cultura
- 25/01 – Concentração em frente ao Congresso Nacional, onde ocorrerá o ato principal
- 26/01 – Fóruns e seminários focados em políticas públicas para a comunidade LGBTI+
- 27/01 – Seminário sobre Educação e discussão sobre a diversidade no ensino
Essas atividades foram planejadas para não só informar, mas para fortalecer a comunidade e promover a ação coletiva em torno dos direitos das pessoas trans.
Lutando Contra a Transfobia no Brasil
No Brasil, o cenário da transfobia é preocupante, sendo o país que mais registra assassinatos de pessoas trans. Em 2024, foram documentados 122 casos. A ausência de uma legislação específica para punir crimes de ódio contra a população trans e LGBTI+, bem como a falta de dados oficiais sobre essas violências, complicam a elaboração de políticas públicas eficazes.
O movimento social luta constantemente para preencher essas lacunas, coletando dados e informando a população sobre a gravidade da situação. É fundamental que a sociedade reconheça a transfobia como uma questão de direitos humanos e que haja um esforço coletivo para erradicar essa violência.

