O Exporta DF concluiu a segunda fase de preparação de 15 empresas de tecnologia da informação e comunicação para atuar no mercado internacional. Segundo a Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), a edição de 2026 é voltada à entrada e à consolidação em mercados externos.
A iniciativa é da FIBRA e conta com o apoio do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), gerenciado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A edição recebeu o nome de Brasília Tech.
O encerramento da etapa ocorreu em 15 de outubro de 2026, no SESI Lab, em Brasília. Participaram do projeto 15 empresas do setor de tecnologia da informação e comunicação.

A preparação envolve consultorias e atividades voltadas à internacionalização das empresas. De acordo com a FIBRA, a terceira etapa está prevista para 2027 e culminará em uma missão internacional.
Consultorias e tendências apoiam a preparação para exportar
Ao apresentar os resultados das consultorias, Naira Bonifácio, fundadora e diretora-executiva da Nexus 360, informou que o trabalho se estendeu por quatro meses. Segundo ela, a maioria das empresas participantes aumentou em pelo menos 40% seu nível de maturidade exportadora.
Paulo Eduardo Montenegro de Ávila e Silva, vice-diretor de Assuntos Institucionais e Governamentais da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA) e coordenador do Centro Internacional de Negócios, explicou que o Exporta DF acompanha as empresas em um percurso definido a partir dos objetivos de cada uma. A iniciativa busca fortalecer a cultura exportadora e apoiar o avanço dos negócios para um patamar mais alto.
Suzana Peixoto, coordenadora do Procompi pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que o programa oferece conhecimento, consultorias e mentorias para ajudar empresas a ampliar mercados. Ela também destacou a necessidade de processos sólidos para que os negócios entreguem produtos e serviços com qualidade e tecnologia embarcada.
Premiações reconhecem empresas e próxima etapa prevê missão internacional
Na categoria Destaque Exporta DF, a Tec Capital recebeu como prêmio um ingresso para o Web Summit Lisboa 2026, marcado para novembro, em Portugal. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), parceira da iniciativa, ofereceu a premiação.
Davi Andrade, diretor de tecnologia da Tec Capital, disse que a participação anterior no evento, em 2024, não havia proporcionado conhecimento sobre como transformar conexões em negócios. Para a edição de 2026, ele afirmou que a empresa pretende chegar mais preparada para reuniões e para apresentar tecnologia brasileira no exterior.
A Alimu — Alimente o Mundo com um Gesto foi reconhecida na categoria Destaque Procompi e recebeu uma vaga no Empretec, oferecida pelo Sebrae-DF. Já a Spin Engenharia venceu na categoria Exportação e ganhou da FIBRA uma consultoria estratégica para expansão internacional.
A edição também tem como parceiros a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Sebrae-DF, a ApexBrasil, a Secretaria de Relações Internacionais do Distrito Federal (SERINTER), os Correios, a Universidade Católica de Brasília e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (SENAI-DF). O Procompi, gerenciado pela CNI e pelo Sebrae, desenvolve ações de produtividade, inovação, transformação digital, sustentabilidade e acesso a mercados para fortalecer a competitividade de micro e pequenas indústrias.

