Flávio faz campanha em São Paulo; Lula teve ato em Belo Horizonte

A abertura de sigilos esteve entre os temas da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 21 de outubro de 2026. Os dois candidatos manifestaram disposição para permitir o levantamento, com condições diferentes.

Flávio informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que autorizaria o procedimento, enquanto Lula reiterou que também aceitaria abrir seus dados e os de familiares. A troca de declarações ocorreu durante a disputa do segundo turno.

Na quarta-feira, 21 de outubro, Flávio participou de um evento em Guarulhos, em São Paulo, e de um ato em Fortaleza. Lula fez campanha em Belo Horizonte, e um grupo de apoio ao petista promoveu uma manifestação em Brasília.

abertura de sigilos de Flávio e Lula

Além da discussão sobre sigilos, as agendas incluíram propostas para educação e transporte público e manifestações sobre democracia e política. O balanço dos compromissos reúne os atos dos candidatos em diferentes cidades.

Flávio Bolsonaro condiciona a abertura de seus sigilos

Na proposta de Flávio Bolsonaro, o levantamento abrangeria seus dados bancários, fiscais e telefônicos dos 20 anos anteriores. A autorização, porém, foi condicionada à ampliação do alcance dos dados que Luiz Inácio Lula da Silva aceitaria liberar.



O candidato do PL pediu que a medida incluísse informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente. A condição vinculou a abertura de sigilos de Flávio e Lula à inclusão de dados de uma terceira pessoa.

A coordenação da campanha de Lula informou que o petista aceitaria as condições apresentadas pelo adversário. A entrega formal do compromisso à Justiça Eleitoral foi marcada para 22 de outubro, às 11h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula faz campanha em Belo Horizonte e responde a Flávio

Durante o ato em Belo Horizonte, Lula defendeu ampliar o programa Pé-de-Meia para estudantes universitários e adotar tarifa zero no transporte público aos fins de semana. As propostas foram apresentadas na agenda de campanha do candidato do PT.

Lula também afirmou que aceitaria abrir os próprios dados bancários e os de sua família caso Flávio fizesse o mesmo. Ao comentar a condição imposta pelo adversário, comparou a disputa a uma partida de truco e disse que Flávio estava “trucando”.

Em Brasília, o grupo Cristãos pela Democracia promoveu um ato de apoio a Lula com a participação de evangélicos, católicos e espíritas. O pastor e deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) afirmou que o grupo surgiu da percepção de que a democracia está em risco e que pretende defender ensinamentos cristãos sem transformar igrejas em espaços de atividade partidária.



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