O Ministério da Saúde monitora os efeitos das queimadas no Amazonas sobre a saúde da população e o Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, a pasta identificou 12 municípios que precisam de algum tipo de suporte nos serviços de saúde.
A mobilização ocorre após o governo do Amazonas decretar situação de emergência em 36 municípios, em 10 de outubro de 2026, por causa dos incêndios florestais. Segundo o Ministério da Saúde, as ações são articuladas com o governo estadual e os municípios afetados pela estiagem severa, pelo fogo e pela fumaça.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que demandam atenção especial. O acompanhamento do consumo de oxigênio também inclui os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Além do monitoramento da assistência à saúde, a resposta federal inclui medidas de combate aos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou 290 brigadistas federais ao estado, e aeronaves foram mobilizadas para ampliar as operações.
Monitoramento da saúde e suporte aos serviços do SUS
Para organizar a resposta à estiagem, ao fogo e à fumaça, o Ministério da Saúde realiza visitas técnicas e apoia a gestão estadual e municipal. A atuação busca articular medidas preventivas e manter o abastecimento de insumos essenciais para a assistência à população.
Segundo a pasta, a administração da rede de saúde cabe aos gestores locais, conforme a descentralização do Sistema Único de Saúde. Essa responsabilidade inclui comprar insumos e medicamentos, controlar estoques e organizar a logística nos territórios.
Em situações de calamidade com risco à vida, o Ministério da Saúde pode apoiar o abastecimento de itens para assistência respiratória, como cilindros de oxigênio. O suporte pode ocorrer por meio de compra emergencial ou com apoio logístico das Forças Armadas para reabastecimento.
Ações federais de combate aos incêndios no Amazonas
Além das medidas de saúde, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mantém operações de prevenção e combate aos incêndios florestais. O governo federal mobilizou dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, em operação desde 13 de outubro de 2026.
Para ampliar as ações no estado, também foram mobilizadas seis aeronaves: quatro aviões air tractor e dois helicópteros. Em balanço divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente em 14 de outubro de 2026, o Ibama informou ter extinguido 303 focos no Amazonas.
O Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) recebeu do governo federal R$ 45 milhões desde 2024. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, os recursos são destinados a equipar o Corpo de Bombeiros Militar para o combate a incêndios.
O financiamento do ProAmazon prevê a aquisição de viaturas e equipamentos de segurança, além da estruturação de bases de operação. Essas ações complementam a mobilização de aeronaves e brigadistas federais informada pelos órgãos envolvidos no combate ao fogo.

