Ibeu-PMB mede bem-estar urbano em 12 municípios de Goiás

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou, em 6 de novembro de 2026, a primeira edição do Índice de Bem-Estar Urbano para a Periferia Metropolitana de Brasília (Ibeu-PMB). O levantamento apresenta um panorama das condições urbanas na região.

Segundo o IPEDF, o estudo segue proposta do Observatório das Metrópoles e foi viabilizado pela inclusão de municípios goianos na Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (Pdad-A). A pesquisa passou a abranger localidades além do Distrito Federal.

O recorte alcança 12 municípios de Goiás limítrofes ao DF, que compõem a Periferia Metropolitana de Brasília. O levantamento considera as condições de vida urbana nessa área metropolitana.

Ibeu-PMB

O Ibeu-PMB reúne cinco dimensões relacionadas ao bem-estar urbano, incluindo mobilidade, condições ambientais e habitacionais, infraestrutura e serviços coletivos. O diagnóstico também aponta temas para ações institucionais e cooperação metropolitana.

Como o Ibeu-PMB avalia as condições urbanas

Segundo o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), o Ibeu-PMB considera a percepção da população para identificar particularidades do bem-estar urbano. Essa abordagem orienta a leitura das condições urbanas nos municípios abrangidos.



O índice reúne cinco dimensões de análise, organizadas para oferecer um panorama do bem-estar em ambiente urbano. A proposta toma como referência o trabalho do Observatório das Metrópoles, conforme o IPEDF.

Mobilidade, condições ambientais e habitacionais, infraestrutura e serviços coletivos urbanos estão entre os eixos centrais da análise. Esses temas são considerados no diagnóstico sobre a Periferia Metropolitana de Brasília.

Municípios com maiores e menores índices e prioridades apontadas

Formosa lidera o ranking geral do Ibeu-PMB, com índice de 0,85. Na sequência aparecem Alexânia, com 0,67, e Cocalzinho de Goiás, com 0,62, segundo os dados divulgados pelo IPEDF.

Entre os menores resultados estão Águas Lindas de Goiás, com 0,42, e Luziânia e Novo Gama, ambos com 0,47. Santo Antônio do Descoberto registra 0,48, também entre os índices mais baixos.

O diagnóstico aponta a melhoria da infraestrutura de drenagem urbana como prioridade para ações institucionais e de cooperação metropolitana. Também indica a ampliação e a otimização do transporte público intermunicipal, com foco na redução dos tempos de deslocamento.

Para os municípios mais vulneráveis das faixas oeste e sul do Entorno, o estudo aponta o combate ao déficit de habitação e de saneamento básico. O IPEDF avalia que indicadores como o Ibeu-PMB podem oferecer base técnica para orientar investimentos, alinhar políticas públicas e viabilizar parcerias consorciadas no Entorno.



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