Reconhecimento do projeto ECOS
No dia 15 de outubro, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região recebeu um prêmio na dimensão econômica do Prêmio Justiça do Trabalho Sustentável 2026. O reconhecimento foi dado ao projeto ECOS – Ecossistema de Contratações Sustentáveis, que foi desenvolvido em parceria com o TRT da 11ª Região (AM/RR). A cerimônia de premiação ocorreu na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), localizada em Brasília.
Promovido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), o prêmio visa reconhecer boas práticas de sustentabilidade implementadas pelos tribunais e estimular sua replicação em todo o país. Um total de 71 projetos foi inscrito na competição, avaliados em quatro dimensões: ambiental, cultural, econômica e social. Apenas um tribunal foi premiado em cada uma dessas dimensões.
O ECOS utiliza inteligência artificial para analisar documentos de contratações e identificar os requisitos socioambientais pertinentes, cruzando as informações com uma base abrangente de normas, resoluções e diretrizes técnicas. A análise, que anteriormente era feita de forma majoritariamente manual, agora é concluída em segundos, oferecendo recomendações fundamentadas. Essa ferramenta tem potencial para ser expandida a outros tribunais de trabalho em todo o Brasil.

Contratação de cooperativas de catadores
Durante o 11º Encontro Nacional de Sustentabilidade da Justiça do Trabalho, o TRT-2 também destacou a prática de contratar cooperativas de catadores e catadoras de materiais recicláveis. Desde julho de 2026, o Tribunal mantém contratos com duas cooperativas que prestam serviços a 22 fóruns trabalhistas e unidades administrativas da região. Este modelo de contratação prevê pagamento pelos serviços de coleta seletiva, transporte, triagem e disposição ambientalmente correta dos resíduos, além de permitir que as cooperativas obtenham receita com a venda de materiais recicláveis.
A iniciativa também incluiu mecanismos para monitorar a renda das pessoas cooperadas, como por exemplo, relatórios detalhando os valores gerados individualmente a partir da comercialização dos materiais. Com isso, busca-se valorizar o trabalho dos catadores e catadoras, promover a inclusão socioeconômica e fortalecer a gestão sustentável dos resíduos.
O Tribunal foi representado pela juíza Letícia Neto Amaral, que é vice-coordenadora do Subcomitê de Sustentabilidade e do Plano de Logística Sustentável, e pela servidora Fernanda Machado Martins, da Divisão de Sustentabilidade.

