Crescimento nos atendimentos nas UPAs
Em maio, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal registraram um número significativo de atendimentos, totalizando mais de 8,6 mil para pacientes com sintomas respiratórios. Essa cifra representa um aumento de 11,7% em comparação com abril, refletindo a elevação nos quadros respiratórios bastante comuns nessa época do ano.
Dados sobre os grupos etários atendidos
Os atendimentos foram bastante variados, mas se destacaram principalmente entre dois grupos etários: a faixa etária de 20 a 29 anos e crianças de 1 a 4 anos. Estas últimas, em particular, são reconhecidas como mais suscetíveis às doenças respiratórias típicas dessa época do ano. A busca por atendimento médico é crescente entre esses grupos, exigindo uma atenção redobrada por parte dos profissionais de saúde.
Sintomas mais comuns nas infecções respiratórias
As infecções respiratórias que predominam nesta época do ano geram, com frequência, quadros leves, mas que merecem monitoramento. Os sintomas mais comuns incluem:

- Tosse
- Coriza
- Febre baixa
- Obstrução nasal
- Dificuldade para mamar e redução da alimentação em bebês menores de seis meses
Esses sinais representam a manifestação típica das infecções respiratórias e devem ser observados pelos responsáveis.
A importância da observação dos sintomas
A auxiliar administrativa Ana Paula Figueiredo, uma mãe preocupada, relata a experiência de procurar atendimento para a sua filha de 2 anos após notar sintomas que pareciam simples, mas que se intensificaram. “Achei que era só uma gripe, mas minha filha começou a ficar mais molinha e não queria comer. Fui ao atendimento e saí mais tranquila, após entender o que observar”, explica Ana Paula. Essa preocupação com a saúde das crianças é compartilhada por muitos pais, o que reflete a necessidade de serviços de saúde acessíveis e informativos.
Como o clima interfere nas doenças respiratórias
O clima seco e as baixas temperaturas típicas dessa época do ano desempenham um papel importante na exacerbiação dos sintomas respiratórios. O pediatra Wilson Luiz Maldonado de Aguiar, da UPA do Recanto das Emas, destaca que o clima influi no aumento das crises alérgicas, além de prolongar a recuperação de quem já apresenta doenças.
Critérios de atendimento nas UPAs
Os critérios de atendimento nas UPAs são rigorosos e fundamentados na classificação de risco. Após o cadastro, os pacientes passam por uma triagem para avaliação dos sintomas. A gerente-geral de Assistência das UPAs, Adriana Gonçalves, ressalta que a efetividade desse sistema reside na análise de sinais vitais, intensidade das queixas e histórico de saúde preexistente, o que facilita a priorização dos atendimentos.
Quando os sintomas exigem urgência
Embora muitos atendimentos se mostrem leves, há sinais que sinalizam a necessidade de intervenção imediata. Pacientes que apresentem:
- Febre persistente
- Dificuldade significativa para respirar
- Sinais de desidratação
- Piora rápida do quadro clínico
- Recusa alimentar, especialmente entre as crianças
- Lábios arroxeados
- Redução acentuada da ingestão de líquidos
devem ser avaliados por profissionais médicos sem demora. Os especialistas também alertam sobre a importância da procura por ajuda médica em bebês menores de três meses ao apresentar febre, uma medida preventiva essencial.
Estatísticas sobre classificações de risco
De acordo com dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), cerca de 53% dos atendimentos nas UPAs foram classificados como verdes, indicando menor urgência. Outros 34% receberam classificação amarela, enquanto os casos mais críticos, com pulseiras laranja e vermelha, corresponderam a pouco mais de 9% do total de atendimentos. Isso demonstra que, apesar do aumento na procura, a maioria dos pacientes apresentou quadros considerados leves.
Reforço na saúde pública durante sazonalidade
A crescente demanda por atendimentos respiratórios nas UPAs levanta a importância de fortalecer as estratégias de saúde pública, especialmente durante a sazonalidade das infecções. Iniciativas de conscientização e prevenção são cruciais para minimizar os impactos de surtos. Além de Vacinação, é fundamental que a população adote hábitos saudáveis que ajudem a reduzir complicações, fortalecer o sistema imunológico e promover uma boa saúde respiratória.
Dicas para prevenção de doenças respiratórias
Mantendo um foco na saúde preventiva, especialistas recomendam algumas práticas simples, mas eficazes para manter a saúde respiratória em dia:
- Mantenha as vacinas atualizadas
- Beba bastante água diariamente
- Realize lavagens nasais com soro fisiológico
- Evite ambientes fechados e com aglomerações
Essas ações contribuem significativamente para evitar a exacerbamento de crises respiratórias e garantir uma melhor qualidade de vida.


